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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

CONTAGEM REGRESSIVA PARA O ARMAGEDON

    Como parte inicial do estudo do livro de Apocalipse na nossa Escola Bíblica Dominical (EBD), segue abaixo o vídeo: "Contagem Regressiva para o Armagedon" que vimos na aula do dia 5/10/2014. Nós vimos até a metade do documentário (aproximadamente 29:00 min). E conforme combinamos, está aí o vídeo na íntegra!
    O vídeo é de 1998, a imagem está um pouco turva, pois, foi originalmente gravado em VHS (fitas de vídeo cassete), mas esse documentário é excelente! Não deixe de ver!
    No estudo do Livro de Apocalipse veremos outras coisas mais, como por exemplo: Uma breve passada pelas sete igrejas, o arrebatamento da igreja, as semanas de Daniel, a visão do trono de Deus e do Cordeiro, os quatro cavaleiros, o livro selado e os sete selos, a grande tribulação, os anjos e as sete trombetas, 144 mil, as duas testemunhas, o anticristo, o falso profeta, a besta e a sua marca, a besta que emerge do mar (dez chifres e sete cabeças), os sete flagelos de Deus, a grande meretriz e a Babilônia, a batalha final, Cristo vence Satanás, as bodas do Cordeiro, a prisão de Satanás e sua derrota, o milênio, novos céus e nova terra, a Nova Jerusalém. Ainda vamos passar por Daniel, Zacarias, Jeremias, Tessalonissences, Mateus e muitos outros temas e livros que não estão expressos no documentário, contudo, ele serve como fonte inicial de subsídios para o nosso estudo.

   Se você tem dúvidas que estamos vivendo os dias que precedem a volta de Cristo... Assista e se espante em saber como a volta do Senhor Jesus está próxima!

CONTAGEM REGRESSIVA PARA O ARMAGEDON (1998)

Obs.: Conforme falamos, duas observações!
           1- No minuto 48:20-26 aparece uma "imagem", uma "foto" de Jesus tipicamente católica. NÃO DÊ BOLA para ela. Se Jesus era daquele jeito "gatão" eu não sei. Na glória saberemos.
           2- No documentário, o arrebatamento, acontece depois da grande tribulação. NÃO DÊ IBOPE! O arrebatamento acontece ANTES da grande tribulação (tomada de poder pelo anticristo). Ele foi colocado fora da ordem cronológica propositalmente.

Bons Estudos!

Tio Fernando e Isabella.



domingo, 23 de fevereiro de 2014

ME AJUDA AÍ!



ME AJUDA AÍ!
Ex 17: 8-13; 18: 13-27
                Falaremos aqui sobre auxílio. Ajuda. Cooperação. Amparo. Assistência. Colaboração. Contributo.
                Pudemos estudar na aula sobre a mulher virtuosa, que o grande valor desta pessoa, estava não no que ela fazia, porém para quem ela fazia. O valor da mulher virtuosa estava, sobretudo, em ser, para o homem, a sua adjutora.
                O ato de ajudar está intimamente ligado com o povo de Deus e a propagação do evangelho de Jesus Cristo, por toda a terra a toda criatura.
                No texto, vemos dois grandes exemplos na vida de Moisés, no livro de Exôdo, e todos dois estão relacionados com uma situação de extrema necessidade. A primeira no conflito contra os amalequitas e a segunda com a problemática social e jurídica do povo, e é claro, todas duas preementes.
                Um grande líder, apenas é um grande líder, se tiver ajudadores dispostos e prontos a apoia-lo no que for preciso e necessário.
                Portanto, vemos que um auxíliar, está intimamente ligado ao momento de necessidade do líder ou da atividade precípua do líder.
                A palavra auxílio significa: "ajuda que se presta àquele cujo o esforço é insuficiente"
                Nem sempre o auxiliador, é aquele de maior destaque. Certa vez, conversava com um amigo, sobre como um acampamento de homens da sua igreja havia sido uma benção. "Todos cooperaram..." dizia ele, e o que mais havia chamado a atenção dele é como, pessoas das mais diversas atividades profissionais, ficavam felizes em lavar o banheiro, varrer, fazer a comida, lavar os pratos, arrumar as camas dos alojamentos, as cadeiras para o culto, ou a decoração. Não que realizar essas atividades fossem demérito para alguém, ou o que quer que seja, mas o que mais chamou a atenção, era que todas as pessoas que participavam dessas atividades, tinham dinheiro suficiente para que pudessem pagar alguém para fazê-lo. Ele me dizia que aquelas fazem isso, e não esperam nehuma recompensa para tal, e ele encerra a história dizendo:  "Se você não serve para lavar o banheiro... você não serve para fazer a obra de Deus!"
                Aquilo me impactou de uma forma tremenda e me marcou para o resto da vida. "Se você não serve para lavar o banheiro... você não serve para fazer a obra de Deus!"
                Vivemos em um mundo onde não basta ser, é preciso mostrar que é.
                E aqui mora um grande problema nas nossas igrejas... o querer ser!
                "Não nasci para ser auxiliar"... mesmo que você pense desse forma... mesmo que você ache que tenha nascido para ser líder, antes de tudo aprenda que precisamos ser auxiliadores...
                O papel de um auxiliar nem sempre é reconhecido por terceiros, nem sempre o papel do líder está relacionado aos seus auxliares, mas sem auxiliares não há como vencer!
                Quando meu amigo disse, que se não sirvo para lavar o banheiro não sirva para a obra de Deus... pude entender, na verdade, que se não souber o real papel que tem aquele que auxilia, nas menores coisas possíveis, jamais poderei entender o papel que tem alguém que lidera e mais do que isso a importancia daquele que foi chamado para ajudar.
                Muitas mulheres hoje em dia não entendem esse papel! "Eu auxiliadora? Eu nasci para ser independente!". Claro que nascemos! Homens e mulheres, mas como definir independência?  Independente de quem? O termo independência, nos nossos tempos, adquiriu um significado de onipotência. O não precisar de ninguém para subexistir e por consequente, liderar. Nada mais errado!
                Somos levados a pensar de forma absoluta em independência como a liderança absoluta e totipotente de si mesmo, independente de qualquer outra pessoa ou ajuda paralela, somos independentes no trabalho, somos independentes financeiramente e queremos ser independentes em ambito espiritual e familiar. Me desculpem meus amigos leitores, mas isso é impossível!
                Um grande líder, só é o que é por que tem auxiliares! Seu pai é uma benção? saiba que é assim, por que foi auxiliado por sua mãe. Seu chefe é uma pessoa muito conceituada pelos seus superiores? Saiba que ele teve auxiliares que o ajudaram a chegar lá! Seu pastor é uma benção? Saiba que há pessoas que o ajudam para que assim seja!
                Aqui surge o termo diácono. O termo original está relacionado ao ato de servir a servir a mesa. O termo está muito mais relacionado ao ato de servir em detrimento da função (com algumas excessões), portanto, um diácono é muito mais que alguém que possui uma função eclesiástica apenas, mas é alguém que foi chamado para servir!
                Aquele que auxilia, normalmente está por detrás da cortina, está longe dos holofotes, não se transforma no centro das atenções e não é o foco da opinião pública, mas trabalha para servir e engradecer aquele que o chamou! "O pastor?" Não!!!" Deus!
                Entenda que não é o nome do pastor que irá se sobressaltar em nosso meio, por que o pastor é tão cooperador e "diácono" quanto qualquer um de nós, mas o nome do Senhor é que irá ser glorificado!
                Os auxiliares de Moisés (Arão e Hur) não tinham em mente ajudar Moisés apenas por que ele estava com os braços cansados e era o seu líder, mas, por que a vida do povo de Deus estava em jogo na guerra contra os amalequitas, se líder do povo estava, perdendo as forças, por causa do trabalho árduo de manter suas mãos e corpo em pé, no trabalho de interceder pelo povo... é por que ele precisava de ajuda... para aparecer? É claro que não para que o povo de Deus vencesse!
                Lavar o banheiro, arrumar cadeiras, limpar o chão ou pintar as paredes da Casa do Senhor é muito mais do que um jeito de auxiliar, mas um modo de adorar a Deus com a sua ajuda! De repente, nem o pastor, nem ninguém vai notar que você lavou o banheiro, arrumou as cadeiras ou pintou a parede... mas saiba que o dono dessa obra viu o seu trabalho! Aleluia!
                Ninguém verá o prego que você pôs na parede, mas saiba, que Deus te recompensará, por que você pôs ele lá!
                O valor de ajudar, não está no que você faz... mas para quem você faz!

Bons Estudos!

Fernando e Isabella
                               

domingo, 16 de fevereiro de 2014

PACIÊNCIA TEM LIMITE!

PACIÊNCIA TEM LIMITE!

Ex 16: 1-5, 12-15 / Ex 17: 1-6 / Ex 20: 1-6 / Ex 22:20 / Ex 24:12-18 / Ex 31:18 / Ex 32

Bom, chegamos ao ponto onde muitos de nossos irmãos param seus estudos, já passamos praticamente metade do Livro de Êxodo e agora é hora de passarmos ao que muita gente descarta ao estudar ou ao analisar o livro, que é a passagem do povo de Deus pelo deserto.
"Concordava" com muitos irmãos que me diziam que o livro que estamos estudando, a partir daqui, era muito chato! Leis, normas, o povo sofrendo provações no deserto, como eram as vestes sacerdotais, as leis civis e todo tipo de normas das mais diversas estão a partir daqui... Como eu disse, eu concordava! Depois de aprofundar os conhecimentos das palavras expressas neste ponto da Sagrada Escritura, não pude, em hipótese alguma taxar os trechos da metade de Êxodo como chatos. De outra forma, o contido nessa parte do livro é por muitos desprezado, mas contém na sua essência, o cuidado todo especial do nosso Deus para com o seu povo, e que em hipótese alguma, podemos deixar de lado.
    Pois bem... Estamos em um ponto da história do povo de Deus onde a nação de Israel está agora, livre de faraó e de seus exércitos, conduzidos e orientados pelo próprio Deus na nuvem e na coluna de fogo, e assim, são direcionados a passarem longe do território filisteu, que como já vimos ( e está claro, na palavra do Senhor), tinha por objetivo sair da linha de um povo de guerra (filisteus), que ao se depararem com a guerra não quisessem voltar à escravidão do Egito.
    Antes de começarmos, entraremos em uma área importante a partir daqui. Algo que até os dias de hoje, é orientação de muitos dos nossos pastores evangélicos, como atitude a ser evitada. A murmuração!
    Mas até onde a murmuração torna-se um grande problema para nós? Por que isso, deve ser uma atitude a ser evitada? Por que o próprio Deus chega ao ponto de se irritar com esse tipo de atitude?
    Para podermos entender isso é muito importante que saibamos daquilo que comentamos na última aula. Estamos falando de um povo que nasceu escravo, e que agora tem o primeiro contato com a liberdade. Portanto, um povo livre, mas com uma mentalidade de escravos, conforme vimos na aula "Do Egito para o deserto".
    A primeira murmuração do povo, como pessoas livres, acontece, diante de umaa situação crítica, eles tem o exército egípcio perseguindo o povo e diante deles o mar intransponível. E é claro oque diante das circunstâncias... murmuraram
   Falamos ao final da aula sobre "Quem chamou Moisés?... EU SOU?", que quem fala em nome de alguém, está investido de autoridade para agir conforme aquele que o enviou, portanto, o ato de reclamar algo a um enviado de Deus, investido de sEu poder, não significa necessariamente, reclamar com esse, mas com aquele.
    Trocando em miúdos... o povo que reclamava com Moisés, não reclamava necessariamente com a pessoas de Moisés, mas estavam reclamando contra aquele, em nome de quem Moisés falava, ou seja, o próprio Deus!
    Note uma coisa: a palavra murmuração segundo o dicionário está relacionada ao ato de falar mal de alguém ou de alguma coisa, portanto o murmúrio, por definição, mais uma vez, se relaciona com o ato de maldizer alguém, no nosso caso... Deus.
    É por isso que estamos cansados de ouvir em nosso meio, o jargão: "pare de murmurar irmão", veremos aqui a importância de não murmurar (ou por que não dizer, maldizer) à Deus.
    Vimos nas aulas anteriores que a intenção de Deus em levar a "nação" de Israel ao deserto tinha como principal objetivo trazer mais intimidade com o Senhor, pela sua dependência exclusiva dEle, em meio a todas as dificuldades que traria o deserto.
    Conforme veremos, enquanto Deus supria o povo, seja com as demonstrações de poder ou de provisão, não havia murmurações. O que parece óbvio. Se está tudo bem, por que reclamaremos? Contudo a confiança no Senhor deveria acontecer diante do suposto silêncio de Deus. Continuamos adorando e confiando em Deus diante do seu suposto silêncio?
    Vamos citar 5 murmurações do povo de Israel diante das situações de necessidade ou de adversidade
    1) ao sairem do Egito, tendo diante deles o mar e atrás o exército
    2) depois de já estarem no deserto, 3 dias, reclamam que falta água
    3) não tinham pão
    4) não tinham carne
    5) não tinham Moisés... o homem que os orientava no deserto

    Na primeira situação já vimos, em aulas anteriores, começaremos então com a falta de água.
    O povo estava livre, e três dias no deserto de Sur, a água já estava acabando, e quando chegaram a Mara (que significa amarga) acharam água... Oba! Aleluia! ... Espera... as águas são amargas! Não servem para beber! Qual foi a solução? Murmura com Moisés.
    Como vimos em parágrafos anteriores, a murmuração não era contra Moisés, mas de outra forma, contra quem havia enviado Moisés. Deus diz para Moisés cortar um lenho e jogá-lo na água, a água ficou, boa. Porém, perceba o que está expresso em Ex 15:25: "...(Deus) ali os provou..." é claro que Deus sabia da necessidade do povo em beber água, e proveria mais adiante um oásis (Ex 15: 27), porém, a falta de água entre o povo serviria para mostrar à Israel em quem confiar, como expresso nos versículos seguintes: 

"Se ouvires atento a voz do SENHOR, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o SENHOR, que te sara."

    Aos quinze dias segundo mês de liberdade o povo agora começa a murmurar dizendo que antes tivessem morrido no Egito, que tinha pão e carne a fartar.
    A Bíblia mostra mais uma vez que a atitude de Deus diante das provações ao povo de Israel era prova-los para ver se andavam nos sEus caminhos: "para que Eu ponha à prova se anda na minha lei ou não" (Ex 16:4).
    O capítulo 11 de números expande esse relato do povo no deserto mostrando que o povo já possuía o pão (maná) que era enviado por Deus todas as manhãs (Ex 16:4), mas que isso não era o bastante para eles, pois o povo queria carne, assim como eles comiam carne no Egito!
    E mais uma vez Deus manda carne. Codornizes cobriam o arraial até a altura de aproximadamente 1 metro (90 cm) em codornizes, e o que recolhia menos recolhia aproximadamente 22 kg de carne (levando em consideração 1 ômer ser 2,2 L e 1 L aproximadamente 1 kg). Porém, ainda com a carne nos dentes, a ira de Deus se acende contra o povo, por causa da murmuração destes.
    
    O povo tinha pão, tinha carne, tinha as necessidades básicas para as unidades familiares, porém, ainda não eram uma nação constituída. Como vimos, era necessário, criar a mentalidade de homens livres, para a formação de uma nação livre.
    No terceiro mês da saída do povo de Israel, eles agora já estão nas campinas do Sinai e Moisés sobe até o monte para receber as instruções de Deus para o povo, agora como uma nação. Dentre as instruções, está uma das principais delas "Não terás outros deuses diante de mim. ​Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. ​Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus..." Ex 20:3-5a
    E assim Moisés sobe até o Sinai e lá permanece 40 dias... e o povo? Mais uma vez o povo começa a murmurar e diante da situação da ausência de Moisés, fazem um bezerro de ouro para o adorar como se o tal fosse Deus! Antes de descer do monte, de posse das tábuas com os mandamentos de Deus, escritas pelo próprio Deus, Deus dá o ultimato a Moisés: " Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu..." (Ex 32: 7). Como assim,teu povo? Deus perdeu a paciência!
    Apenas pela murmuração, Deus havia se estressado com o povo?
    A murmuração em si estava relacionada com a falta de fé em Deus, à falta de confiança, no que Deus iria ou poderia fazer. E a falta de intimidade com a pessoas de Deus, leva o povo a procurar um outro deus, que não Senhor. 
    Mas a situação das mais chocante desse relato está em Ex 32: 26-38, quando Moisés após quebrar as tábuas da lei reúne a tribo de Levi e mata cerca de 3 mil homens por causa da atitude da adoração do bezerro de ouro.
    Que Deus mal! Será?
    A adoração ao bezerro de ouro estava relacionada a duas divindades distintas, sendo uma egípcia e outra cananeia.
   A primeira divindade egipcia está relacionado ao deus da fertilidade Hepu (ou Ápis), era representado por um boi e envolvia em seus rituais o culto à morte.
   A segunda divindade está relacionado ao deus cananeu Baal. Esse era uma espécie de deus humanoide, meio boi e meio homem, com uma grande boca onde dentro dela havia uma fornalha que ardia em chamas. Seus braços eram mecanismos móveis que subiam e desciam em direção a sua boca, as suas mãos eram feitas em formato de concha e tinham a finalidade de acolher perfeitamente uma criança. Conforme as crianças eram colocadas em seus braços, o movimento de subir e descer dos braços lançavam as crianças dentro da boca de Baal onde ardia a fornalha. Isso era uma espécie de oferenda, feita pelas próprias mães e pais, que era seguida por bebidas, danças e orgias cultuais, onde se envolviam os adoradores desse deus. 
    Olhando sob esse ponto de vista, a determinação por parte de Moisés começa a não parecer tão absurda assim. Que espécie de homens e mulheres entrariam na terra que Deus havia prometido? Homens e mulheres, que participavam de bebedeiras, danças cerimoniais e orgias cultuais? Famílias que sacrificavam crianças em uma fornalha ardente? É óbvio que Deus não queria uma nação assim. Isso apenas era o cumprimento do que Deus havia dito em Ex 22:20 "​Quem sacrificar aos deuses e não somente ao SENHOR será destruído".
    Será que Deus é tão mal assim? É claro que não!
    Deus certamente não queria ver o povo resmungando e murmurando ao primeiro sinal de provação, mas provava o povo, para confirmar se eles realmente seguiriam ao Senhor independente da situação e aparente indiferença de Deus, em fornecer provisão ao seu povo.
    O que na verdade Deus queria era a confiança plena nEle, para poderem ver o milagre que o próprio Deus tinha preparava logo à frente.
    O capítulo 15: 21-28 de Mateus mostra a atitude de uma mulher que embora, fosse cananéia e tenha crescido ouvindo de Baal, sabia muito bem que Baal não tinha poder de resolver o seu problema. Lá, mostra a atitude da mulher diante do problema com sua filha, e o modo que agiu foi exatamente oposto a do povo hebreu no deserto. Mostra o modo como ela viu o agir de Deus através do nosso Senhor Jesus Cristo.
     Caso, você não tenha ido à aula... ficará com a pulga atrás da orelha, para saber o que essa mulher fez, diante da suposta indiferença de Jesus ao seu problema....

Bons Estudos!

Fernando e Isabella

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

DO EGITO PARA O DESERTO



DO EGITO PARA O DESERTO

Ex 13:17-22; 14:1-31

     Continuemos de onde paramos... A celebração da Páscoa dos hebreus.
    Depois da celebração da Páscoa, no dia seguinte, faraó e seu povo se deparam com a cena mais aterradora que podiam ver, seus primogênitos estão mortos! Em contrapartida, os primogênitos dos hebreus permaneciam vivos, e faraó, ao que parece, cansa de sofrer nas mãos do EU SOU e liberta os hebreus para irem ao deserto adorar o seu Deus, com mulheres, crianças, gado, ovelhas e tudo!
    O povo vai saindo mais do que depressa. Como foi feito na Páscoa os hebreus, eles já estavam literalmente preparados e de malas prontas para partirem: sandálias nos pés, cajado na mão, lombos cingidos, com suas bolsas abastecidas de pães asmos preparados na véspera. Além disso, os hebreus ainda tinham em mãos ouro e prata dado pelos egípcios. Os hebreus estavam saindo do Egito literalmente "à toque de caixa", contudo, a primeira coisa improvável aconteceu, Deus diz a Moisés para o povo ir para o deserto, mas não costeando o mar até Canaã, e embora fosse o menor caminho possível, passariam pela terras da Filístia, e ao verem que a guerra contra os filisteus seria inevitável não quisessem voltar para o Egito (fica claro para nós que a preocupação aqui era de como "escravos" lutariam em guerra contra homens livres). E assim deveria ir o povo de Israel pelo caminho mais longo rumo à Canaã prometida, pelo deserto montanhoso do Sinai.
    Durante o dia uma coluna de nuvem os acompanhava e à noite uma coluna de fogo. Note que mais uma vez Deus se faz mostrar como aquele que protege Israel, em uma teofania visível, que simboliza a presença do próprio Deus, zelando por Israel!

O deserto, lugar para onde o povo estava indo, é um local de extremos. Durante o dia um calor fica próximo de 50 graus, durante à noite o frio é intenso. Tendo em vista essas duas características, durante o dia a coluna de nuvens protegia o povo do calor do deserto, e à noite a coluna de fogo os aquecia do frio intenso e os iluminava diante da escuridão do caminho.
    Pois bem! O povo de Deus começa a sua jornada rumo ao deserto, provavelmente saindo de Gósen (lugar onde habitavam como escravos) e tendo como a primeira parada Sucote. Saindo de Sucote, eles param em Etã, na entrada do deserto. Mas uma mensagem de Deus vem a Moisés e diz que eles voltem no seu caminho até Pi-Hairote. Um caminho de volta ao Egito!
    Primeiro os hebreus saem do Egito às pressas e depois de estar às portas do deserto, agora tem que voltar para mais perto do Egito? Vai entender!? Mas foi isso mesmo! A determinação de Deus parece ser no mínimo inusitada, mas o povo deveria retroceder um pouco e acampar junto do mar! E Deus, como não deixa ninguém enganado, ainda diz mais a Moisés... fazendo isso, faraó pensará que vocês estão desorientados por causa do deserto e irá perseguir vocês! Assim Eu (Deus) serei glorificado em faraó... Pense na situação: "Nós voltaremos e ainda vamos ser perseguidos..."
    Informado que o povo fugia... faraó mais uma vez muda de opinião: "Que é isso que fizemos, permitindo que Israel nos deixasse de servir?" E lá vai faraó atrás do povo que a estas alturas estava acampado em Pi-Hairote, perto do mar.
    Ao ver que os egípcios os estavam perseguindo, o povo de Israel começa a murmurar a Deus e diz a Moisés: "...lá no Egito não tinham túmulos, por isso nos trouxeste aqui para morrermos no deserto? Deixa que voltemos para o Egito para sermos escravos de novo...", e após Moisés clamar à Deus, Ele diz à Moisés: "Porque clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem", e chegando às margens do mar, Moisés estende seu cajado e um vento oriental sopra, durante toda a noite, abrindo o mar, para que o povo passasse por entre as águas divididas. Estas ficaram como um muro a direita e a esquerda... e assim, o povo passa pelo mar à pés enxutos chegando até o outro lado, sem que os exércitos egípcios pudessem alcança-los pois o anjo do Senhor que ia adiante do povo (que aqui representa a presença do próprio Deus). Na ocasião, o anjo sai da frente do povo e se coloca entre os egípcios e os hebreus, de forma que a nuvem era como escuridão para os egípcios e para os hebreus era como claridade. Durante toda a noite os egípcios não puderam se aproximar dos israelitas. 
    Na vigília da manhã (primeiras horas do dia) o Senhor, por meio da coluna de nuvem e de fogo, alvoroça os exércitos egípcios que tentam voltar, porém, suas carruagens começaram a emperrar (provavelmente no leito lamacento do mar) e suas carruagens tem dificuldade de andar. Ao tentarem voltar, Deus diz a Moisés, que estenda seu cajado mais uma vez, par que o se fechasse "tragando" os egípcios no mar.
    Ao passar esses acontecimentos Israel é conduzido para o deserto, agora sem a premência dos exércitos egípcios no encalço dos hebreus. Porém, o caminho até Canaã, não seria algo fácil, pois como já pudemos observar, o caminho adotado foi o mais longo por entre as montanhas do deserto do Sinai.
    Note algumas coisas importantes na história da saída do povo hebreu do Egito.
    A primeira está relacionada, não aos milagres do Senhor (embora sejam eles muito importantes), mas, nas ordenanças aparentemente "ilógicas" de Deus. Por que o povo deveria voltar no lugar de avançar?
    Atravessar o deserto, costeando o mar, a partir de Etã, acarretaria três problemas:
    Primeiro: antes mesmo que chegassem até a terra dos filisteus, o exército do Egito alcançaria o povo... ou voltariam como escravos para o Egito ou morreriam no deserto...
   Segundo: mesmo que os egípcios não estivessem atrás do povo, ao chegar à Filístia, teriam de enfrentar os filisteus e certamente ficariam como escravos, morreriam naquelas terras, ou voltariam para o Egito para de novo serem escravos.
    Terceiro: O caminho escolhido pelo povo seria jamais seria o caminho mais longo e montanhoso do deserto do Sinai, como Deus o queria. Sem dúvida optariam pelo caminho mais fácil.
    Perceba que o povo de Israel ainda não tinha se estabelecido como nação livre, mas Deus, os estava preparando para tomar posse da terra que havia prometido. Mais de 600 mil homens (excetuando-se crianças e mulheres) sairiam do Egito depois de 430 anos vivendo em terras que não eram suas. Ao chegarem ao Egito com José e Jacó eram homens livres, ao saírem de lá, escravos. Quatrocentos e trinta anos de um misto de promessas de Deus sobre uma terra que mana leite e muitos anos sob o jugo da escravidão egípcia, um misto de sonho e realidade. Deus prometera e o povo esperava, mas até então...nada! Até que o tempo de Deus chega e Ele escolhe Moisés. E agora podemos ver o povo rumo ao deserto em liberdade.
    Vamos observar as maravilhas que Deus fez, e é muito importante sabermos que ele tira o seu povo com braço forte. Contudo, observe que quando Deus fala para que o povo retroceda do seu caminho, como se voltassem para o Egito, o Senhor manda o povo ir de encontro aos exércitos de faraó, que como já vimos, Deus já tinha avisado a Moisés que faraó os perseguiria, não para morrerem mas para que Deus mostrasse quem era aquele que os conduziria ao deserto. Deus em primeiro lugar queria mostrar ao povo que embora Ele os conduzisse a um lugar de sequidão de dia e de frio à noite, Deus era poderoso para sustê-los na jornada.
    Aqueles que agora estão no deserto são homens livres, porém, estamos falando de homens que não nasceram livres, mas de uma geração de pessoas que nasceu como escravos, e agora tem o primeiro contato com a liberdade. Estavam aprendendo! A intenção de Deus em levá-los ao deserto não é para fazê-los perecer na sequidão, mas ensiná-los como ser livres. E muito mais do que isso, ir ao deserto, significa aprender a ter intimidade com Deus.
    No momento da provação aprendemos a depender de Deus, pois não há outro caminho a seguir que não seja o do Senhor...
    Note aqui que, Deus após libertar o povo, não quis dar-lhes (a princípio) o melhor da terra, embora os hebreus estivessem a caminho de Canaã, antes deveriam passar por período onde deveriam aprender de Deus, aprender quem era Deus e ter intimidade com Deus.
    É claro que sofremos nessa vida... mas passamos por todas essas provações não para morrermos, mas para aprender de Deus e sobre quem é Deus!
    Imagine se o que povo que chegasse a terra prometida por Deus fosse o povo com a mesma mentalidade do povo que saiu do Egito.
    Imaginemos a história de forma diferente durante a travessia do povo rumo a terra prometida...
    Suponha que ao sair do Egito o povo tomasse o caminho costeiro, o mais fácil, se isentando de cruzar a região montanhosa do Sinai, suponha que eles fossem não pelo deserto do Sinai, mas pela parte norte deste, pela região costeira, e que por livramento do próprio Deus, fosse livre da perseguição dos egípcios, da guerra contra os filisteus, e entrasse na terra de Canaã, expulsando os heteus, heveus, amorreus, jebuseus e todos aqueles povos que viviam em Canaã antes deles.
     Que tipo de pessoas entrariam na terra de Canaã? É claro que a resposta mais óbvia seria: "Pessoas que dependem exclusivamente de Deus!" e a atitude de depender dEle está certa! E isso é imprescindível para o povo de Deus!
    Só que essas pessoas continuariam tendo a mentalidade de um escravo e não de um homem livre!
   
   Vamos separar as coisas!
    Depender de alguém, não significa necessariamente, deixar essa pessoa de quem se depende, tome todas as atitudes por nós. E com atitudes quero dizer com o ato de fazer algo, de se mexer, agir através de atos! Ser livre e ao mesmo tempo depender de Deus significa ouvir os mandamentos do Senhor (embora, às vezes, pareçam absurdos) e faze-los conforme as nossas próprias forças. Depender de Deus, sobre o que Deus está me orientando a fazer!
   Depender, também pode estar relacionado, ao ato de deixar que o próprio Deus faça, através da força dEle. Esse depender de Deus está relacionado ao ponto em que não podemos mais fazer com nossas próprias forças, é quando clamamos pelo agir de Deus e dependemos exclusivamente dEle, para que o próprio Deus possa nos ajudar, clamando pelo milagre de Deus. É aí que Deus abrirá o mar! E a nós cabe marchar. Aleluia!
    Ser livre, é poder escolher entre depender ou não depender de Deus!
   Perceba o que Deus fala para Moisés em Ex 14:1 quando o povo não sabe o que fazer, e começa a murmurar, quando tem diante deles o mar e por detrás o maior e mais sanguinário exército da época. "...dize ao povo de Israel que marchem!". Marchem para onde? Para o mar?...
    Note aqui que o povo de Deus fez tudo aquilo que o Senhor dissera por intermédio de Moisés, fizeram a Páscoa, se prepararam com os pães para a jornada, foram até Etã na entrada do deserto e voltaram a caminho do Egito ficando, por determinação do Senhor, entre o mar e o exército sanguinário, ou seja, ouviram e obedeceram cada Palavra que o Senhor dissera.
    Eles poderiam ter ido de Etã para o deserto sem problemas, não havia ninguém que dissesse o contrário, era a porta da liberdade da escravidão do Egito, contudo, eles resolveram, mesmo podendo ir para o deserto a partir de Etã, ouvir a Deus e voltar. A escolha, atitude de homens livres!
    Só que agora, eles estão em uma situação em que não podem resolver, uma situação aparentemente impossível. Como esses homens, mulheres e crianças enfrentariam um exército treinado e fortemente armado? Encarar o Exército? Não! Eles até pensaram que o único jeito era voltarem a ser escravos. Não! Era preciso tomar uma atitude de homens, mulheres e crianças livres! Marchem! Rumo ao mar! E por que? porque homens livres dependem de Deus e Ele próprio fará o mar se abrir! Aleluia!
    
    Jesus quis mostrar a importância de passar pelo deserto quando diz em Mt 7:13,14

"Entrai pela porta estreita... porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida..."
    
  Jesus não está dizendo que quer ver o povo sofrendo, mas quer mostrar que é no deserto que podemos ver e depender muito mais de Deus! E essa dependência nos traz intimidade e vida!
    Da mesma forma Jesus diz em Lc 8: 6, 13, que apenas receber a palavra com alegria não é suficiente, Ela é boa e nos traz refrigério, porém, precisamos ter raízes profundas de intimidade com Deus, moldadas e desenvolvidas no deserto de Deus! E isso leva tempo! Assim, saberemos quem Ele verdadeiramente é, e o que pode fazer diante do impossível.
"...Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade... A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam..."
    O povo de Israel havia contemplando tudo isso, embora homens, mulheres e crianças livres, ainda pensavam como escravos e continuavam murmurando.
   
   Mas isso é assunto para outra hora....

Bons Estudos!
Fernando e isabella

domingo, 2 de fevereiro de 2014

PÁSCOA? CADÊ O OVO DE CHOCOLATE?

Páscoa? Cadê o ovo de chocolate?
Ex 12: 1-10

               


  
    A páscoa está relacionada, nos nossos dias, ao simpático animalzinho de orelhas compridas e pelo branquinho, e sinceramente? É uma das melhores datas de todas. Não por causa do coelho, mas, do chocolate... branco, ao leite, meio amargo, com nozes, sem nozes, com passas, crocantes, grandes, pequenos, em bombons ou em ovos saborosos, empacotados em suas coloridas embalagens de plástico. Sem dúvida, a época comercial mais gostosa do ano. Viva o chocolate!
    Contudo, é apenas isso que quer dizer a Páscoa? Na essência esquecemos, o que foi, e por que não dizer, o que é a Páscoa?
    É claro que comecei o texto mostrando quão bom é chocolate (e melhor, é comê-lo), e que tamanho prazer culinário ele nos proporciona, mas a Páscoa é só isso?
    Quanto ao coelho que põe (ou que traz) ovos de chocolate? Nem vou comentar...
    Falaremos, é claro, da Páscoa em sua essência... e depois saboreamos um bom chocolate!
    O conceito de Páscoa foi se perdendo ao longo dos anos, por causa do crescimento do conceito de capitalismo. Contudo veremos a origem da verdadeira Páscoa e o que ela é hje para nós cristãos.
    Após as 9 pragas enviadas ao Egito, Deus declara a Moisés a última e derradeira praga. A morte dos primogênitos. Porém, assim como foi com as pragas anteriores, Deus, sobrenaturalmente, não deixaria esse mal assolar o povo hebreu. Desde o primogênito de faraó até o primogênito dos animais, todos seriam mortos.
    Diferente do acontecido nas outras pragas, o povo de Israel foi instruído a realizar uma espécie de cerimonial que deveria ser lembrado entre todas as gerações. Um dia memorial, dia em que o Senhor iria livrar o povo, de padecer no Egito (Ex 12: 14). Era a celebração da Páscoa.
    Esse dia, marca o início dos meses no calendário judaico (mês de abibe ou nisã) e é o principal deles devido a celebração de sua mais importante festa, a Páscoa (entre as três principais festas do calendário judaico: Páscoa, Pentecostes e Tabernáculo).
    Os judeus de hoje, celebram o chamado Pêssach (páscoa), que tem o seu significado em Ex 12, e principalmente no significado do que os judeus chamam genericamente de "festa didática" baseados em Ex 12:26,27 que diz:

                "Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou casas."

    A festa da Páscoa tinha como principal finalidade mostrar aos mais jovens, como na noite da morte dos primogênitos no Eg, Deus preservara o seu povo, quando passasse pelo Egito e visse o sangue do cordeiro imolado nas portas e umbrais das casas. O memorial deveria ser passado de geração para geração, e ser lembrado como o dia em que Deus livrou o povo da morte. Essa relação de lembrança, para todas as gerações, do que Deus fez, é extremamente importante para o nosso estudo.
    A festa aconteceu da seguinte forma: no primeiro dia de nisã (primeiro dia do calendário hebraico), era separado pelas famílias um cordeiro, macho, de um ano e sem defeito. Ele era guardado até o 14º dia para uma família inteira, caso a família fosse pequena, chamar-se-ia outra família vizinha que bastasse para comer o cordeiro assado.
    Ao cair da tarde (por do sol), do dia 14 de nisã (aproximadamente abril em nosso calendário) o cordeiro era imolado, o seu sangue era retirado e com um masso de hissopo (uma espécie de planta) era marcado os umbrais e vergas das portas com o sangue do cordeiro. As casas das famílias que se ajuntaram para comer o cordeiro assado, teriam suas portas e umbrais marcadas com aquele sangue, as pessoas deveriam comer a carne do cordeiro apressadamente, vestidos com suas roupas, cingidos os lombos, sandálias nos pés, como que simbolizando uma rápida saída do povo do Egito. A carne do cordeiro seria assada e comida com pães ázimos (ou asmos - sem fermento) e com ervas amargas. Nada poderia ser comido cru, e se algo sobrasse pela manhã seria queimado. Isso endossa o que Moisés diz a faraó em Ex 10:26, quando diz que nenhuma unha ficaria no Egito.

Nota: Essa era a celebração da Páscoa dos hebreus. Seguido a isso, está a festa dos Pães Asmos. Como estamos falando de Páscoa, não entraremos propriamente na festa dos pães Ázimos, porém, é importante que saibamos, que embora estejam juntas, são duas coisas distintas para os judeus. A Páscoa simboliza a preservação, por parte de Deus, da vida do seu povo. Esse memorial deveria ser passado de geração à geração. 
    A Festa dos Pães Ázimos (para os judeus) tinha um significado muito mais simbólico sobre a humildade (simbolizado pelo pão sem fermento) e a recordação do sofrimento, quando o povo era escravo no Egito (simbolizado pelas ervas amargas). Nesta festa era (e é realizado até os dias de hoje) recordado pelos hebreus, durante sete dias seguintes à Páscoa, a saída do Egito, período esse onde os judeus não tinham, nem consumiam, em suas casas nada que fosse fermentado (chamêt)
     Portanto. o que precisamos entender é que a Festa da Páscoa e a Festa dos Pães Ázimos, por serem subsequentes, são realizadas em oito dias consecutivos. Mas deve-se lembrar que são comemorações com significados diferentes e na sua essência, são distintas.

    Na noite da Páscoa, como diz a Bíblia, Deus visita o Egito e de acordo com o que Moisés havia falado, as casas dos hebreus com o sangue do cordeiro em seus umbrais fora preservado, contudo, na casa dos egípcios e de faraó a morte havia chegado até os filhos primogênitos. Sem demora, faraó expulsa os hebreus da terra do Egito.
    Note aqui que toda a preparação, tanto da Páscoa (sandálias, lombos cingidos, vestidos) como a saída do Egito (os pães sem fermento - pois não havia tempo para fermenta-los) serviria para que o povo se retirasse o mais rápido do Egito, quando faraó os mandasse ir embora, serviria para que os hebreus tivessem a provisão necessária, nos dias que se seguissem no deserto, onde não poderiam parar para fazer o alimento.
    Tudo isso mostra o cuidado de Deus. O Senhor já sabia exatamente o que aconteceria na manhã seguinte. O povo iria embora!
    É lógico que a páscoa hebraica está repleta de simbolismos, e não precisamos ser grandes teólogos para ver que a relação da morte do cordeiro e o sangue que livra o povo da morte está intimamente ligado à morte do nosso Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, aquele que derramou o seu sangue, para livrar o mundo da morte.
    Contudo, a grande revelação da Bbíblia está não apenas nisso (embora, por si só já seria o bastante!), mas na relação da morte do nosso Senhor Jesus, o definitivo Cordeiro Pascal, com o ato de sempre relembrarmos o que foi feito por ele! No ato dEle nos salvar da morte eterna!
     Note que ao realizar a última ceia, Jesus está vivendo o período da Páscoa judaica e da Festa dos Pães Ázimos, e como um bom judeu que era, a realizou conforme mandava a tradição judaica, com uma refeição chamada pelos judeus atuais de sêder de pêssach. A refeição narrada em Êxodo, quando o cordeiro era comido pelos hebreus, após a visitação do Espírito de Deus, ao Egito. Isso acontecia a partir da meia meia-noite do dia 15, portanto, já no dia seguinte ao da páscoa, portanto, na festa dos Pães Ázimos, e é esse momento narrado pelo apóstolo Mateus 26:17 (nos outros evangelhos também é narrado o fato).

​"No primeiro dia da Festa dos Pães Asmos,  vieram  os discípulos  a Jesus e lhe perguntaram: Onde queres que te façamos os preparativos para comeres a Páscoa?"

    A última refeição de Jesus foi realizada na Páscoa. Portanto, começamos aqui, a entender o real significado do cordeiro de Êxodo que livrou o povo da morte, estar relacionado a Jesus, o Cordeiro de Deus. que iria ser entregue no período da comemoração da Páscoa e da Festa dos Pães Asmos... continuemos...
    Para que possamos entender o significado da instituição da ceia do Senhor observemos o que diz a tradição judaica sobre o sêder de pêssach (ceia da páscoa), celebrada pelos judeus.

A tradição judaica segue um "protocolo" para a ceia da páscoa (sêder de pêssach) a seguir:

1) Benção do patriarca da família
2) É servida a primeira taça de vinho
3) É servida a porção de ervas amargas
4) A segunda taça de vinho é servida, seguida pela pergunta das crianças sobre o significado da Páscoa (Ex 12: 24-27)
5) Recita-se a 1 parte do Hallel (salmo 113 e 114). O Hallel é uma espécie de cântico de alguns hinos. Uma forma de louvar à Deus.
6) O cordeiro e o pão são comidos por todos
7) 3ª e 4 taças de vinho são servidas
8) Entoa-se cânticos finais do Hallel (salmos 115 a 118)

    Note que as três últimas partes desses do sêder de pêssach dos judeus estão presentes na ceia de Jesus em Mt 26: 26-30. Porém, veja que Jesus apenas serve o pão e não o cordeiro. Por que?
    Ele próprio era o cordeiro, seu próprio sangue seria derrado para a remissão dos pecados e a consequente salvação da morte eterna.
    O cordeiro que a partir daquele momento seria entregue à morte, era diferente do cordeiro que foi entregue à morte pelos hebreus no Egito, pois, o gesto de se entregar a morte, não foi arbitrário e sim voluntário. Jesus morre, não porque era obrigado a morrer, mas entregava a sua vida por vontade própria. Veja o que diz Jo 10:17,18:

"​Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir.  ​Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai. "

    Quando Jesus morre, entregando a sua vida voluntariamente para nos salvar da morte, cria uma nova aliança com os homens, se tornando o próprio e suficiente Cordeiro Pascal que nos livra da morte, colocando o seu sangue, como o sangue que nos liberta da morte.

    A ceia do Senhor tem um significado extremamente importante para nós, quando ao participar da ceia do Senhor não apenas compartilhamos da comunhão com Deus através de Jesus Cristo, mas relembramos, assim como o fez o povo judeu na páscoa no Egito, do Cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo dessa forma, nos livrando da morte eterna.
    Ao participarmos da ceia do Senhor, como disse Paulo aos Coríntios, devemos fazer a ceia não apenas como um memorial, embora a ceia do Senhor de fato seja (1 Co 11:23-26), entretanto, relembramos em primeiro lugar o sacrifício perfeito do Cordeiro de Deus, sacrifício vivo, santo e agradável à Deus, que nos livra da morte pelo pecado, e desse sacrifício nos lembraremos, todas as vezes até que o Senhor venha. Aleluia!
                Uma grande lição que aprendemos aqui é a de que falamos anteriormente, sobre ser a Páscoa uma "festa didática" e que o participar da ceia do Senhor é de tão grande importância que devemos fazê-la de geração à geração até que Ele venha. Não como um ritual religioso, como um dogma, como uma cerimônia, mas sobre tudo, aprendendo e transmitindo aos nossos filhos, netos e bisnetos, até a vinda do Senhor, que o sacrifício de Jesus Cristo como o Cordeiro Pascal, definitivo, santo, perfeito e agradável à Deus, foi feito, não por obrigação, mas por vontade própria, por vontade soberana de amor do nosso Deus. Ele que tem o poder para dar a sua vida e a toma-la de volta. E esse sacrifício foi quem nos livrou da morte. Aleluia!


Nossa páscoa, não é apenas lembrar desse sacrifício apenas em ocasiões ou datas especiais, contudo, devemos fazê-la diariamente.

"Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. ​Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade." 1 Co 5:7b,8

Bons Estudos!

E vamos ao chocolate...

Fernando e Isabella